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Roda Mundo, Roda-Gigante

2 de abril de 2013

A vida é uma Roda-Gigante.

Uma hora é você parado lá embaixo, sentadinho, na expectativa de que qualquer movimento aconteça. Aí vem aquela mexidinha meio travada, meio vai-não-vai, que balança a cadeirinha pra frente e pra trás e te faz sentir que alguma coisa começou a mudar. Então você se desloca vagarosamente pra trás, como se estivesse sendo sugado pelo vento e de repente Zuuuuum, começa a subir. Ainda meio desnorteado, olha pra todos os lados tentando capturar o que vai ficando pelo caminho, mas isso é desconfortável e pouco seguro, melhor parar. É quando você percebe que, nossa!, seus pés estão se distanciando do chão, finalmente! Sobe sobe sobe, começa a ir pra frente. É cada vez mais difícil olhar pro ponto de partida. Frio na barriga. Frente frente, alto. Sim, você está no topo! Lá no alto, fecha os olhos. Mas pera aí, chegou onde queria, não tem graça ficar no topo de olhos fechados! Vagarosamente abre um, abre outro. Vertigem. As vezes mais, outras menos. Vontade de pedir arrego, “parem a roda que eu quero descer”! Você olha pra baixo e procura encontrar aquele marco zero, mas a cadeirinha balança balança balança, não é prudente. Medo. Fixa os olhos nos pés até o vento chamar sua atenção para as coisas do alto. LIBERDADE. CÉU. HORIZONTE. Pode ser sol e nuvens. Pode ser Lua e estrelas. Luzinhas. Pontinhos. Pessoinhas. Certas subidas são assim… Zuuuum. Opa, o que é isso? Frente, desce desce. OÔÔÔÔôôô, e lá vamos nós! Tão rápido que parece ter levado um empurrão. Desce, baixo baixo. E cá estamos no mesmo lugar, que na verdade nem parece ser o mesmo… mas não ha tempo pra saber o que aconteceu porque novamente Zuuum, o sobe-desce se inicia novamente. Tonteira louca. “Um ciclo sem fiiiim”.
Por mais repetitivo que pareça ser, leva um tempo pra que a gente entenda e se adapte a ele; geralmente é lá pelo meio do tempo do girar-girar que a coisa vai se mostrando mais confiável, agradável e segura pra ser dizer
“valeu a pena rodar gigante!”

Essa foto aí foi lá no Parque Rodó, em Montevidéu, no início da minha subida na Roda-Gigante.

Um ano depois, eu me sinto subindo novamente =]

Uruguay (105)

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