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Dia de ouvir poesia

2 de março de 2013

cartaz tulipa
A Tulipa tem uma astúcia incrível de cantar minhas neuras e delícias aos 20 e poucos anos. Sinal de que ela já deve ter sofrido muita indecisão sobre o que fazer da vida diante de tanto caos, ter nutrido ermuito amor platônico, muita dor de cotovelo. Já deve ter superado traumas, ter amadurecido, ter desejado amadurecer, ter desejado esquecer, ter feito questão de lembrar. Já dever ter curtido muita vibe entre amores-amigos, pulado e dormido intensos carnavais. Já deve ter brigado sem querer brigar, ter calado quando deveria falar, ter chorado um choro muito sentido e sorrido em horas erradas.

Mas acho que ela, assim como todo mundo, tá sempre querendo amar, amar e amar, e de todas as formas.

é quando ela transforma todo esse amor latente em música e parece estar narrando a minha vida, as nossas vidas.

Hoje a Tulipa vai fazer um show aqui em Belém, na beira do rio, com direito a climinha chuvoso e copão de cerveja.

Então hoje é dia de ouvir poesia, e eu tô esperando especialmente essa aqui, que ela canta com o Lulu Santos:

DOIS CAFÉS

Tem que correr, correr
Tem que se adaptar
Tem tanta conta e não tem grana pra pagar
Tem tanta gente sem saber como é que vai

Priorizar
Se comportar

Ter que manter a vida mesmo sem ter um lugar
Daqui pra frente o tempo vai poder dizer
Se é na cidade que você tem que viver
Para inventar família, inventar um lar
Ter ou não ter
Ter ou não ter
Ter ou não ter
O tempo todo livre pra você

O banco, o asfalto, a moto, a britadeira
Fumaça de carro invade a casa inteira
Algum jeito leve você vai ter que dar

Sair pra algum canto, leva na brincadeira
Se enfia no mato, na cama, na geladeira
Ter algum motivo para se convencer

Que o tempo vai levar
Que o tempo pode te trazer
Que as coisas vão mudar
Que as coisas podem se mexer

Vai ter que se virar para ficar bem mais normal
Vai ter que se virar para fazer o que já é
Bem melhor, menos mal, menos mal
Mais normal
Tem que correr, correr
Tem que se adaptar
Tem tanta conta e não tem grana pra pagar
Tem tanta gente sem saber como é que vai

Priorizar
Se comportar
Ter que manter a vida mesmo sem ter um lugar

O banco, o asfalto, a moto, a britadeira
Fumaça de carro invade a casa inteira
Algum jeito leve você vai ter que dar

Sair pra algum canto, leva na brincadeira
Se enfia no mato, na cama, na geladeira
Ter algum motivo para se convencer
Que o tempo vai levar
Que o tempo pode te trazer
Que as coisas vão mudar
Que as coisas podem se mexer

Vai ter que se virar para ficar bem mais normal
Vai ter que se virar para fazer o que já é
Bem melhor, menos mal, menos mal
Mais normal

Te vejo já, florzinha s2 s2 s2

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