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Resiliência

1 de fevereiro de 2012

Várias ciências emprestaram o conceito de Resiliência, da Física, para falar de resistência.

Em física, segundo a wikipédia, Resiliência é a “propriedade de que são dotados alguns materiais, de acumular energia quando exigidos ou submetidos a estresse sem ocorrer ruptura. Após a tensão cessar poderá ou não haver uma deformação residual causada pela histerese  do material – como um elástico ou uma vara de salto em altura, que verga-se até um certo limite sem se quebrar e depois retorna à forma original dissipando a energia acumulada e lançando o atleta para o alto“.

Sabe deus o que é histerese.

A Psicologia  diz que resiliência é a capacidade do ser humano enfrentar dificuldades e superar situações adversas sem necessariamente entrar em um surto psicótico.

Já a medicina diz que Resiliência é “a capacidade que o indivíduo tem de resistir, por si próprio ou por medicamentos, a uma doença, infecção ou intervenção”

Para a Biologia, o termo refere-se à “capacidade que a natureza tem de se reorganizar após passar por uma situação de devastação”.

Vendo essa foto da National Geographic, lembrei desse termo

Descrição:

Um efeito colateral inesperado da inundação de 2010, em algumas áreas de Sindh, no Paquistão: milhões de aranhas subiram em árvores para escapar das enchentes. Como a água demorou para recuar, muitas árvores ficaram encapsuladas em teias de aranha. Pessoas na área nunca tinham presenciado este fenômeno antes“. (Foto: National Geographic, via Earthian no facebook)

Pensar que essa árvore surreal foi o produto da resiliência das aranhas me traz uma aflição tremenda.

Me lembrou e reportagem do Globo Bicho Repórter sobre Barragens na Amazônia, que seguiu muito bem a linha do exotismo e da falta de criticidade da grande mídia ao ignorar os impactos sociais destes empreendimentos e só mostrar bicho, bicho, floresta, rio, bicho, índio, bicho, floresta, diversas declarações tecnico-reacionárias de Biólogos que viraram suco, mais floresta e mais bicho.

Resumindo, temos:

“É tudo muito lindo, é tudo muito exótico, mas pelo bem do progresso dos homens da cidade tudo isso vai ser devastado. Mas não se preocupe, a natureza é dotada do super-poder da resiliência e está pronta para sobreviver à qualquer atividade selvagem do capitalismo, Há!.”

Responsabilidade ambiental, a gente vê por aqui.

Fiquei aqui imaginando que se Belo Monte for mesmo construída, quantas situações iguais à essa das aranhas no Paquistão vão surgir?

E como fica a resiliência dos homem e mulheres que  TAMBÉM EXISTEM na Amazônia e que serão igualmente afetados?

Fica nos índios sortudos morando em conjuntos residenciais cujos banheiros ficam dentro de casa, olha só que maravilha.

Responde Dilma Rouseff a quem ela classificou imediatamente de ecoxiita.

Mas na cultura indígena as excrementas devem ficar bem longe da Oca porque já são coisas que não prestam, Dona Dilma.

Responde o ecoxiita.

-Eu não disse Oca, eu disse CONJUNTOS RESIDENCIAIS, ora bolas.

(pausa pro spray de pimenta na cara do ecoxiita)

*Fim das declarações sobre o sucesso das obras do PAC*

 

A forma como se apropriaram desse conceito de resiliência o transformou em Darwinismo.

Quem não estiver apto, que entre em surto psicótico.

Ou faça teias iguais as aranhas do Paquistão.

 

 

 

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